Mais uma indicação desta séria série. Na verdade, já teve a sorte de ser exibido nest'Ilha de Vera Cruz, mas vale um relançamento, nem que seja em DVD ou Blu-Ray.
O filme é Minha adorável lavanderia (My beautiful laundrette, 1985), de Stephen Frears. Pelo que eu sei, foi produzido para o Channel Four, mas acabou nos cinemas - pelo menos os daqui.
Na verdade, mil desculpas aos que queriam ver mais cenas de sexo entre o punk-quase-resvalando-para-o-skinhead Johnny (Daniel Day-Lewis, em começo de carreira nas telas) e e o jovem filho de paquistaneses Omar (Gordon Warnecke). Mas esta relação amorosa é pretexto para falar das tensões entre jovens ingleses e imigrantes de ex-colônias britânicas, bem como de seu caldo de cultura principal, a era Margaret Thatcher.
Mas Stephen Frears já era Stephen Frears, com tudo o que já havia de bom em seu cinema. Veja o trailer.
05 julho, 2011
04 julho, 2011
AO BRAVO GUERREIRO
Em todas as redes sociais onde se comentou a morte repentina de Gustavo Dahl (1938-2011), teve um que não aguentou e reclamou: por que diabos, toda vez que se falava de Gustavo Dahl, se referiam a ele como "bravo guerreiro"?
Deve ser por conta de seu mais famoso (e na minha opinião, o seu melhor) filme, O Bravo Guerreiro (1968). Basicamente, é a história de um deputado da oposição, defensor de questões sociais (Paulo Cesar Pereio) que, na percepção de que pode conseguir melhorias para o povo, passa-se para o partido da situação. O problema é que pelegos tentam tomar o sindicato tendo por motivo projeto de lei de sua autoria. Avisado por um cabo eleitoral, o deputado vai à Assembléia Geral do sindicato e faz um discurso narrando a sua história política, concluindo que não é mais indicado para defender os sindicalizados. De volta ao lar, encosta o cano de um revólver no céu da boca.
No fundo, no fundo, esta seria a história de Gustavo Dahl no cinema brasileiro daqui para diante: para defender o cinema brasileiro, negocia com o poder e até participa dele por algum tempo; no final, o próprio poder o fez ficar, por várias vezes, pendurado na brocha. É só lembrar: na década de 1970, foi superintendente de comercialização da Embrafilme, reformulando a área de distribuição da empresa.
Posteriormente, em 1985, tornou-se presidente do Concine. Tudo isso para ver a Embrafilme aprodecer nas mãos de gente menos competente.
No final da década de 1990, assessorou o programa cultural daquelle caçador de maracujás, recém-eleito presidente da República. Entre outras coisas, propôs a criação de uma Secretaria Nacional de Política Audiovisual, que fosse ligada à Presidência da República. A secretaria, ampliada (Secretaria Especial de Cultura da Presidência da República), saiu, e esperava-se que ele a ocupasse. Ao invés disso, Leopoldo Collor, irmão mais velho, impôs o nome de Ipojuca das Mortes Pontes (atual articulista de sites de extrema-direita), que se dedicou mais a uma vingança (sua e do próprio Collor) contra a cultura brasileira.
Em 2002, com a criação da Ancine, foi nomeado seu primeiro diretor-presidente, dedicando-se à sua implantação até o final do mandato, em dezembro de 2006. Isso porque, quando poderia finalmente colher os frutos de tanto trabalho e implementar a sua política, impuseram Manoel Rangel para o seu lugar.
O que o salva (e nos salvou várias vezes) é que, quando caía da brocha, levantava, sacudia a poeira e dava a volta por cima. Sempre justificando a identidade com o título de seu filme mais famoso, e com a elegância que lhe era peculiar.
Através dele, o Congresso Brasileiro de Cinema renasceu, agora como entidade, com toda a força possível para definir uma política para o audiovisual brasileiro. E atualmente, como gerente do CTAV (Centro Técnico Audiovisual do Ministério da Cultura), conseguiu reerguer a Filme Cultura como ela era em tempos idos e como esperamos de uma boa publicação sobre cinema - uma revista com inteligência.
Chato foi Alguém Lá de Cima decidir que o "bravo guerreiro" deveria descansar justo agora. Uma pena. Mas vamos ver se pegamos seu tacape e continuamos a combater o bom combate.
Bom descanso, Gustavo Dahl.
Deve ser por conta de seu mais famoso (e na minha opinião, o seu melhor) filme, O Bravo Guerreiro (1968). Basicamente, é a história de um deputado da oposição, defensor de questões sociais (Paulo Cesar Pereio) que, na percepção de que pode conseguir melhorias para o povo, passa-se para o partido da situação. O problema é que pelegos tentam tomar o sindicato tendo por motivo projeto de lei de sua autoria. Avisado por um cabo eleitoral, o deputado vai à Assembléia Geral do sindicato e faz um discurso narrando a sua história política, concluindo que não é mais indicado para defender os sindicalizados. De volta ao lar, encosta o cano de um revólver no céu da boca.
No fundo, no fundo, esta seria a história de Gustavo Dahl no cinema brasileiro daqui para diante: para defender o cinema brasileiro, negocia com o poder e até participa dele por algum tempo; no final, o próprio poder o fez ficar, por várias vezes, pendurado na brocha. É só lembrar: na década de 1970, foi superintendente de comercialização da Embrafilme, reformulando a área de distribuição da empresa.
Posteriormente, em 1985, tornou-se presidente do Concine. Tudo isso para ver a Embrafilme aprodecer nas mãos de gente menos competente.
No final da década de 1990, assessorou o programa cultural daquelle caçador de maracujás, recém-eleito presidente da República. Entre outras coisas, propôs a criação de uma Secretaria Nacional de Política Audiovisual, que fosse ligada à Presidência da República. A secretaria, ampliada (Secretaria Especial de Cultura da Presidência da República), saiu, e esperava-se que ele a ocupasse. Ao invés disso, Leopoldo Collor, irmão mais velho, impôs o nome de Ipojuca das Mortes Pontes (atual articulista de sites de extrema-direita), que se dedicou mais a uma vingança (sua e do próprio Collor) contra a cultura brasileira.
Em 2002, com a criação da Ancine, foi nomeado seu primeiro diretor-presidente, dedicando-se à sua implantação até o final do mandato, em dezembro de 2006. Isso porque, quando poderia finalmente colher os frutos de tanto trabalho e implementar a sua política, impuseram Manoel Rangel para o seu lugar.
O que o salva (e nos salvou várias vezes) é que, quando caía da brocha, levantava, sacudia a poeira e dava a volta por cima. Sempre justificando a identidade com o título de seu filme mais famoso, e com a elegância que lhe era peculiar.
Através dele, o Congresso Brasileiro de Cinema renasceu, agora como entidade, com toda a força possível para definir uma política para o audiovisual brasileiro. E atualmente, como gerente do CTAV (Centro Técnico Audiovisual do Ministério da Cultura), conseguiu reerguer a Filme Cultura como ela era em tempos idos e como esperamos de uma boa publicação sobre cinema - uma revista com inteligência.
Chato foi Alguém Lá de Cima decidir que o "bravo guerreiro" deveria descansar justo agora. Uma pena. Mas vamos ver se pegamos seu tacape e continuamos a combater o bom combate.
Bom descanso, Gustavo Dahl.
SOBRE A CAMPANHA ELEITORAL PARA A ABD NACIONAL
Este é ano de eleições para a nova diretoria da Associação Brasileira de Documentaristas (e também de curtametragistas) - a ABD Nacional. A votação, salvo engano, será durante o 22º Festival Internacional de Curtametragens, em São Paulo, entre 25 de agosto a 2 de setembro de 2011.
Duas candidatura à presidência da ABD Nacional foram lançadas. Uma é a do cineasta Orlando Bomfim. A outra é a da atual Diretora Secretária da entidade. Cynthia Falcão.
Bom, esta é apenas minha opinião pessoal.
Não sei o que pensar das duas chapas que começam a se apresentar agora para disputar a diretoria da ABD Nacional.
Mas, ao meu ver, para quem preza um plano de propostas (digamos assim, o programa de governo), a candidatura de Orlando Bomfim leva grande vantagem. Ficamos sabendo o que a nova diretoria pretende para a sua gestão e pode-se cobrar deles a sua implementação - ainda mais que muitas das propostas vão ao encontro do que muitos dos realizadores de curtametragens e documentários desejam.
Por que a candidatura Bomfim leva vantagem?
Porque a candidatura de Cynthia Falcão ficou de apresentar suas propostas, e até agora, nada. Parece levar a sério o Barão de Itararé, quando ele foi candidato a vereador no Rio de Janeiro em 1947, pelo PCB. Quando lhe cobraram suas propostas, o Barão respondeu: "as crianças dizem o que fazem. Os velhos, o que fizeram. Os idiotas, o que vão fazer..." (Especialmente porque o Barão foi "gentilmente convidado" pelo PCB a ser candidato. Isso não o impediu, uma vez eleito, de ser um dos melhores e mais operosos vereadores que já passaram pela Casa, até ser cassado em 1948, junto com o PCB e seus outros parlamentares.)
Ou então, preferem agir como o paraguaio de um anúncio de aparelhos de TV: "La garantia? la garantia soy yo!"
Garantia de quê? De continuidade.
Continuidade de quê?
Aí é que o bicho pega.
Se é a continuidade da gestão atual da ABD Nacional, isso pode significar a continuidade... do nada. Ou melhor: da inoperância. Da confusão entre apoio ao governo e submissão a ele - especialmente no momento em que o novo MinC faz menção de ignorar as entidades organizadas da área cultural, em proveito dos "grandes profissionais". (Pensou que eu ia me esquecer de ti, ó Ana ECAD de Amsterdam?)
Convenhamos: continuar assim, esperando Godot-MinC chegar e conceder as suas benesses (especialmente, cargos para os ex-abedistas - que Ana ECAD de Amsterdam não vai conceder mesmo -, quando o momento é de ser mais agressivo (não confundir com violento ou radical) em defesa da presença do curtametragem e do documentário em todas as telas desta Ilha de Vera Cruz, não adianta nada.
Mas Cynthia Falcão ainda não apresentou o seu programa de governo. Esperemos que quando o apresentar, a disputa se equilibre. A menos que sua estratégia para ganhar a eleição seja o conchavo por trás das portas fechadas, ou a pressão sobre as ABDs regionais - que agora são "Seções Regionais da ABD Nacional" e não entidades autônomas reunindo realizadores de curtametragens e documentários de um estado (o que aumentam a sua submissão á cúpula nacional). Sendo assim, o que adianta uma disputa eleitoral, se as cartas podem estar marcadas?
Mas esta é só a minha opinião.
Duas candidatura à presidência da ABD Nacional foram lançadas. Uma é a do cineasta Orlando Bomfim. A outra é a da atual Diretora Secretária da entidade. Cynthia Falcão.
Bom, esta é apenas minha opinião pessoal.
Não sei o que pensar das duas chapas que começam a se apresentar agora para disputar a diretoria da ABD Nacional.
Mas, ao meu ver, para quem preza um plano de propostas (digamos assim, o programa de governo), a candidatura de Orlando Bomfim leva grande vantagem. Ficamos sabendo o que a nova diretoria pretende para a sua gestão e pode-se cobrar deles a sua implementação - ainda mais que muitas das propostas vão ao encontro do que muitos dos realizadores de curtametragens e documentários desejam.
Por que a candidatura Bomfim leva vantagem?
Porque a candidatura de Cynthia Falcão ficou de apresentar suas propostas, e até agora, nada. Parece levar a sério o Barão de Itararé, quando ele foi candidato a vereador no Rio de Janeiro em 1947, pelo PCB. Quando lhe cobraram suas propostas, o Barão respondeu: "as crianças dizem o que fazem. Os velhos, o que fizeram. Os idiotas, o que vão fazer..." (Especialmente porque o Barão foi "gentilmente convidado" pelo PCB a ser candidato. Isso não o impediu, uma vez eleito, de ser um dos melhores e mais operosos vereadores que já passaram pela Casa, até ser cassado em 1948, junto com o PCB e seus outros parlamentares.)
Ou então, preferem agir como o paraguaio de um anúncio de aparelhos de TV: "La garantia? la garantia soy yo!"
Garantia de quê? De continuidade.
Continuidade de quê?
Aí é que o bicho pega.
Se é a continuidade da gestão atual da ABD Nacional, isso pode significar a continuidade... do nada. Ou melhor: da inoperância. Da confusão entre apoio ao governo e submissão a ele - especialmente no momento em que o novo MinC faz menção de ignorar as entidades organizadas da área cultural, em proveito dos "grandes profissionais". (Pensou que eu ia me esquecer de ti, ó Ana ECAD de Amsterdam?)
Convenhamos: continuar assim, esperando Godot-MinC chegar e conceder as suas benesses (especialmente, cargos para os ex-abedistas - que Ana ECAD de Amsterdam não vai conceder mesmo -, quando o momento é de ser mais agressivo (não confundir com violento ou radical) em defesa da presença do curtametragem e do documentário em todas as telas desta Ilha de Vera Cruz, não adianta nada.
Mas Cynthia Falcão ainda não apresentou o seu programa de governo. Esperemos que quando o apresentar, a disputa se equilibre. A menos que sua estratégia para ganhar a eleição seja o conchavo por trás das portas fechadas, ou a pressão sobre as ABDs regionais - que agora são "Seções Regionais da ABD Nacional" e não entidades autônomas reunindo realizadores de curtametragens e documentários de um estado (o que aumentam a sua submissão á cúpula nacional). Sendo assim, o que adianta uma disputa eleitoral, se as cartas podem estar marcadas?
Mas esta é só a minha opinião.
02 julho, 2011
EXCELENTÍSSIMA SENHORA DEPUTADA ESTADUAL MYRIAM RIOS...
(e, a seguir a primeira indicação da séria série “Filmes que Jair Besteiraro et caterva a-do-ra-ri-am...”)
Com este post, inicio mais uma séria série em SOMBRAS ELÉTRICAS: Filmes que Jair Besteiraro et caterva a-do-ra-ri-am... São filmes que já foram exibidos no Brasil ou que gostariam que fossem exibidos aqui - alô, senhores distribuidores e exibidores, atenção!
Antes, porém, preciso escrever a uma pessoa importante.
***************************************************************************
Excelentíssima Sra. Deputada Estadual Myriam Rios (PDT-RJ):
O que a senhora disse – “Digamos que eu tenha duas meninas em casa e contrate uma babá que mostra que sua orientação sexual é ser lésbica. Se a minha orientação sexual for contrária e eu quiser demiti-la, eu não posso. O direito que a babá tem de querer ser lésbica é o mesmo que eu tenho de não querer ela na minha casa. Vou ter que manter a babá em casa e sabe Deus até se ela não vai cometer pedofilia contra elas. E eu não vou poder fazer nada",” – é apenas a sua opinião.
Tudo bem, todos nós temos direito à opinião. E se a senhora me der licença, eu também gostaria de externar a minha opinião – aliás, opinião minha e de 99% das pessoas com grande vivência de vida e com o número certo de neurônios no cérebro – desde que não tenham sido destruídos pelo fanatismo e intolerância religiosa:
1- Nos últimos tempos, nenhum pedófilo – pelo menos, os que foram presos pela polícia – se declarou homossexual. E por uma razão muito simples: o pedófilo não se assume publicamente como nada – nem mesmo como pedófilo. (Há a “honrosa” exceção do primeiro-ministro da Itália, Silvio Berladroni, que prefere se orgulhar de seus bunga-bunga com menores a permitir a união civil entre pessoas do mesmo sexo no país. De duas uma: ou é uma enorme confiança na impunidade oriunda do poder de seu dinheiro, ou dada a sua idade – 74 anos – é senilidade precoce, mesmo.) na verdade, ao invés de se assumir como alguma coisa, o pedófilo prefere se esconder. De preferência, atrás de uma boa máscara respeitável – seja a do parentesco (boa parte dos casos de ataques pedófilos ocorre entre parentes – pai e filho (a), tio e sobrinho (a), avô e neto (a) etc.) seja a de alguma função que inspire certa confiança entre os pais e crianças: professor, médico pediatra (lembra-se do dr. Eugênio Chipkevitch?), pastor evangélico, padre, fiel da Renovação Carismática Católica etc.
(Veja bem, dona Myriam, não vamos generalizar em nenhuma destas ocasiões, certo? Os pedófilos encontrados nestas áreas são as exceções de uma regra de profissionais bons e éticos. Mas já pensou se algum de seus ilustres companheiros da Renovação Carismática Católica for um pedófilo, disfarçado? Melhor abrir o olho, para não dizer depois que a cigana lhes enganou.)
2- Por que “pai e filho (a), tio e sobrinho (a), avô e neto (a) etc.”? Simples: meninas também são vítimas de ataques de cavalheiros pedófilos.
(Lembra-se daquele pedreiro de Olinda – PE, que engravidou a própria enteada de 9 anos?)
O problema atual, quando se fala de pedofilia, é que preferem generalizar apenas os casos em que predador (homem adulto) e vítima (criança) são do mesmo sexo (adulto X menino) – especialmente, como mais uma forma mau-caráter de ataque aos homossexuais. E quando os ataques pedófilos são contra sexo diferente (adulto X menina)? Estranhamente, parecem não considerar isso como pedofilia – especialmente os imbecis que, mesmo achando grave, passam a mão e na cabeça deles, por achar, no fundo, que são uma “prova” de sua “virilidade” (SIC).
Não é que achemos que d. José “Fogueira-da-Inquisição” Cardoso Sobrinho, ex-arcebispo de Olinda e Recife ache isso. Nem achamos que ele não deveria defender a posição da Igreja Católica contra o aborto. Mas note como é estranho: ele preferiu excomungar os médicos que foram obrigados a fazer o aborto na menina – e tinham de fazê-lo, senão a menina e os bebês gêmeos que esperava morreriam caso a gravidez fosse adiante – mas não excomungou o padrasto pedófilo que a engravidou: “Dom José reconhece que seu crime foi grave. Mas afirma que o direito canônico não prevê excomunhão para o criminoso.”
Donde a relação pedofilia = homossexualidade, além de falsa e errônea, é bem canalha. Menos para os homófobos, é claro.
3- Então o que causa o surgimento de um pedófilo? Freud explica (e se Freud não explicar o suficiente, Jung, Hélio Pellegrino ou qualquer outro psicanalista competente poderá fazê-lo): a pedofilia é uma falha na construção da personalidade e da identidade sexual de uma pessoa em algum momento de sua formação, seja na infância, seja na adolescência, que faz com que seu impulso sexual se fixe nas crianças e adolescentes. (Claro que certa e antiga tradição de casamentos com menores ajuda muito.)
Ah, sim: há também os pedófilos que, em algum momento de sua infância ou adolescência, foram vítimas de abusos sexuais, e se tornaram pedófilos para desforra. Mas estes podem ser contados nos dedos ou no histórico de 0,000,001% de pedófilos conhecidos, isto é, presos. Afinal, nem toda vítima de pedofilia se torna pedófilo – especialmente quando procura ajuda psicológica especializada. Senão, seria fácil uma nova generalização: todo pedófilo foi alguém que foi abusado em sua infância, ou adolescência. E generalização não ajuda em nada.
4- Isso ajuda quando lidamos com os casos de ataques pedófilos por parte de padres. Neste caso, mais duas características básicas se acrescentam. A primeira: uma incapacidade deste sacerdote em conter seus impulsos sexuais para fazer jus ao seu voto de celibato. Com a palavra, o Dr. João Coutinho de Moura, psiquiatra e psicanalista didata da Sociedade Psicanalítica do Rio de Janeiro (o grifo é meu).:
OI: Qual a razão de tantos casos relatados e reconhecidos de abuso sexual de crianças e adolescentes na Igreja Católica?
Dr. João Moura: Acho que isso pode ocorrer em todas as instituições. Penso que os casos dentro da Igreja sejam mais denunciados e divulgados, porque muito justamente a população acha que, pelo papel que exerce, é totalmente inaceitável que essas situações ocorram na Igreja. Na realidade muitos homens escolhem a vida religiosa para se esconderem de seus conflitos, de seus problemas sexuais, como por exemplo da dificuldade de lidar com o sexo feminino. Optam então por uma vida que consideram menos ameaçadora, no seio da Igreja.
A segunda característica: a ocasião e a disponibilidade de alvo – tanto faz se tais alvos são meninos ou meninas: o que vier – e me desculpe o termo desabrido – ele “traça”.
5- Agora, quando alguém se assume como homossexual – para si mesmo e publicamente – é porque está absolutamente seguro a respeito de sua sexualidade. Logo, para que vai usar ardis para buscar um parceiro sexual entre os que não podem se defender (meninos ou meninas)?
(Lembrando mais uma vez: o pedófilo não se assume nem como gay, nem como hétero – nem mesmo como pedófilo propriamente dito. Logo, nem ele mesmo sabe se seu impulso sexual é sobre as meninas ou sobre os meninos. Desconfio que, quem estiver perto, será seu alvo.)
Logo, não é melhor homossexuais e lésbicas se assumirem publicamente, mesmo que seja para prevenir enganos e dissabores? Quem for hetero, procura parceiros sexuais, namorados e/ou companheiros entre pessoas de sexo diferente do seu. Quem for LGBTTS (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transgêneros e Simpatizantes) procura parceiros sexuais, namorados e/ou companheiros entre pessoas do mesmo sexo. E quem for hetero seguro de si e de sua sexualidade – especialmente se for simpatizante (o S da sigla) – convive tranquilamente com as lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transgêneros – afinal, o que importa não é a orientação sexual do (a) amigo (a), e sim a pessoa.
O problema é: como o homossexual pode se assumir como tal publicamente se velhas ideias de jerico homófobas (tipo essa, de relacionar pedofilia só com o homossexualismo) continuam sendo veiculadas por aí – especialmente pelos homófobos? (Aliás, noves fora os que são assim por ignorância, há os homófobos que são assim porque não conseguem assumir seus impulsos homossexuais. Logo, desconfie daquele que quer que “todo gay morra”...) Ou mesmo o direito de demitir alguém só por ser homossexual (portanto, uma suposta “ameaça” à família) mesmo que ele seja um profissional dedicado, competente e, sobretudo, ético em sua profissão?
A própria oposição à união civil entre pessoas do mesmo sexo (vejam bem: união civil – nenhum padre, pastor ou qualquer outro religioso será obrigado a casar duas pessoas do mesmo sexo em sua igrela, templo etc.) é uma imbecilidade – igual mesmo à oposição de grupos conservadores (Igreja Católica à frente) à adoção do divórcio. Uma das alegações é bem parecida com a que usam contra a união civil entre pessoas do mesmo sexo: o divórcio seria “fator de dissolução da família”. Pois em 1977, o divórcio é adotado no Brasil, e, até onde se saiba, a família brasileira não sofreu nenhum grande abalo significativo – até porque, entre os heteros, pessoas ainda continuam se casando.
O mesmo ocorrerá com a união civil entre pessoas do mesmo sexo: não vai abalar a tradicional família heterossexual. Vai, isso sim, possibilitar o surgimento de novos tipos de família, e ambos os tipos vão conviver em harmonia, sem que um tipo vá interferir no outro.
Na verdade, dona Myriam, a senhora e outros “ínclitos defensores da moral – especialmente Jair Besteiraro-Melancia-no-Pescoço – deveriam deixar de levar a sério aquela velhíssima piada contada no saudoso Pasquim.
A piada é mais ou menos assim: um cavalheiro inglês procura o Foreign Office (o Ministério do Exterior do Reino Unido) pede para renunciar à cidadania britânica.
- Mas por quê? – pergunta o funcionário que o atende.
- É muito simples. Na Idade Média, o homossexual era empalado. Sob a Inquisição, os homossexuais eram condenados à fogueira. Depois, passaram a ser enforcados ou decapitados. No século XIX, iam para a prisão com trabalhos forçados. Depois, passou a ser doença psiquiátrica, tratada em hospícios. Finalmente, o homossexualismo passou a não ser considerado crime ou doença. Na semana passada, legalizaram o casamento entre homossexuais...
- E daí, milord?
- Daí que quero mudar de nacionalidade antes que a House of Commons torne o homossexualismo obrigatório...
Convenhamos: uma piada homófoba ruim de doer. (por que a piada é homófoba? Entre outras coisas, porque a homossexualidade é chamada aqui de “homossexualismo” – termo usado quando era considerada “doença”.) O final, então, é inverossímil, completamente idiota, mas, pelo visto, justifica muitas das idiotices dos Besteiraro, pai e filho, et caterva, sobre a “ditadura homossexual” (SIC, mesmo!).
No entanto, ela é útil por fazer um histórico da não-aceitação (ou melhor, perseguição) da homossexualidade por séculos d.C. a fio – ou seja, da secular “ditadura hetero”, seja por inspiração religiosa – se Deus criou o homem á sua imagem e semelhança, criou com ele a homossexualidade (e duvido que Ele tenha criado os homossexuais apenas para irem para o inferno sem apelação) – seja pseudocientífica - aquela história de considerar a homossexualidade como doença. (O que causaria tal doença? Dizer que é o “vírus de Bruços” não vale...)
Por que o final é idiota? Porque ninguém quer tornar “obrigatória” a homossexualidade. O que se quer é que todos possam conviver em paz e harmonia. É pedir muito?
Ah, sim: pode transmitir um recado ao sr. Jair Besteiraro e ao seu “educadíssimo” filho, Carlos?
Um fazendeiro amigo meu, criador de cavalos e asnos, ficou com dó de ver o seu Jair tão magro. A conclusão que tirou: está se alimentando mal. Daí, ele me pediu para que transmitisse um recado para ele: quando eles quiserem, ele pode mandar as sobras da alfafa com a qual ele alimenta os asnos. É só ele pedir.
Atenciosamente,...
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Devidamente escrito o recado a uma pessoa importante, vamos à primeira indicação de filme: The Four-faced Liar (2010), de Jacob Chase.
Basicamente, é uma história de amores e desencontros entre quatro jovens de vinte e poucos anos que procuram se encontrar em Nova York. Um casal aparentemente perfeito, Molly (Emily Peck) e Greg (Daniel Carlisle), e seus amigos Bridget (Marja Lewis-Ryan, também autora da peça teatral original e do roteiro) e Trip (Todd Kubrak) se encontram num pub irlandês, The Four-Faced Liar, nas ruas de West Village. Através de seus encontros, os quatro vão testemunhar seus relacionamentos uns com os outros se transformarem em amor, traição e sofrimento para todos. No caso do amor, especialmente quando as amigas Bridget, lésbica assumida, e Molly se apaixonam e...
Bom, dê uma olhada no trailer e torça para que alguma distribuidora se resolva a trazer o filme para cá.
Com este post, inicio mais uma séria série em SOMBRAS ELÉTRICAS: Filmes que Jair Besteiraro et caterva a-do-ra-ri-am... São filmes que já foram exibidos no Brasil ou que gostariam que fossem exibidos aqui - alô, senhores distribuidores e exibidores, atenção!
Antes, porém, preciso escrever a uma pessoa importante.
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Excelentíssima Sra. Deputada Estadual Myriam Rios (PDT-RJ):
O que a senhora disse – “Digamos que eu tenha duas meninas em casa e contrate uma babá que mostra que sua orientação sexual é ser lésbica. Se a minha orientação sexual for contrária e eu quiser demiti-la, eu não posso. O direito que a babá tem de querer ser lésbica é o mesmo que eu tenho de não querer ela na minha casa. Vou ter que manter a babá em casa e sabe Deus até se ela não vai cometer pedofilia contra elas. E eu não vou poder fazer nada",” – é apenas a sua opinião.
Tudo bem, todos nós temos direito à opinião. E se a senhora me der licença, eu também gostaria de externar a minha opinião – aliás, opinião minha e de 99% das pessoas com grande vivência de vida e com o número certo de neurônios no cérebro – desde que não tenham sido destruídos pelo fanatismo e intolerância religiosa:
1- Nos últimos tempos, nenhum pedófilo – pelo menos, os que foram presos pela polícia – se declarou homossexual. E por uma razão muito simples: o pedófilo não se assume publicamente como nada – nem mesmo como pedófilo. (Há a “honrosa” exceção do primeiro-ministro da Itália, Silvio Berladroni, que prefere se orgulhar de seus bunga-bunga com menores a permitir a união civil entre pessoas do mesmo sexo no país. De duas uma: ou é uma enorme confiança na impunidade oriunda do poder de seu dinheiro, ou dada a sua idade – 74 anos – é senilidade precoce, mesmo.) na verdade, ao invés de se assumir como alguma coisa, o pedófilo prefere se esconder. De preferência, atrás de uma boa máscara respeitável – seja a do parentesco (boa parte dos casos de ataques pedófilos ocorre entre parentes – pai e filho (a), tio e sobrinho (a), avô e neto (a) etc.) seja a de alguma função que inspire certa confiança entre os pais e crianças: professor, médico pediatra (lembra-se do dr. Eugênio Chipkevitch?), pastor evangélico, padre, fiel da Renovação Carismática Católica etc.
(Veja bem, dona Myriam, não vamos generalizar em nenhuma destas ocasiões, certo? Os pedófilos encontrados nestas áreas são as exceções de uma regra de profissionais bons e éticos. Mas já pensou se algum de seus ilustres companheiros da Renovação Carismática Católica for um pedófilo, disfarçado? Melhor abrir o olho, para não dizer depois que a cigana lhes enganou.)
2- Por que “pai e filho (a), tio e sobrinho (a), avô e neto (a) etc.”? Simples: meninas também são vítimas de ataques de cavalheiros pedófilos.
(Lembra-se daquele pedreiro de Olinda – PE, que engravidou a própria enteada de 9 anos?)
O problema atual, quando se fala de pedofilia, é que preferem generalizar apenas os casos em que predador (homem adulto) e vítima (criança) são do mesmo sexo (adulto X menino) – especialmente, como mais uma forma mau-caráter de ataque aos homossexuais. E quando os ataques pedófilos são contra sexo diferente (adulto X menina)? Estranhamente, parecem não considerar isso como pedofilia – especialmente os imbecis que, mesmo achando grave, passam a mão e na cabeça deles, por achar, no fundo, que são uma “prova” de sua “virilidade” (SIC).
Não é que achemos que d. José “Fogueira-da-Inquisição” Cardoso Sobrinho, ex-arcebispo de Olinda e Recife ache isso. Nem achamos que ele não deveria defender a posição da Igreja Católica contra o aborto. Mas note como é estranho: ele preferiu excomungar os médicos que foram obrigados a fazer o aborto na menina – e tinham de fazê-lo, senão a menina e os bebês gêmeos que esperava morreriam caso a gravidez fosse adiante – mas não excomungou o padrasto pedófilo que a engravidou: “Dom José reconhece que seu crime foi grave. Mas afirma que o direito canônico não prevê excomunhão para o criminoso.”
Donde a relação pedofilia = homossexualidade, além de falsa e errônea, é bem canalha. Menos para os homófobos, é claro.
3- Então o que causa o surgimento de um pedófilo? Freud explica (e se Freud não explicar o suficiente, Jung, Hélio Pellegrino ou qualquer outro psicanalista competente poderá fazê-lo): a pedofilia é uma falha na construção da personalidade e da identidade sexual de uma pessoa em algum momento de sua formação, seja na infância, seja na adolescência, que faz com que seu impulso sexual se fixe nas crianças e adolescentes. (Claro que certa e antiga tradição de casamentos com menores ajuda muito.)
Ah, sim: há também os pedófilos que, em algum momento de sua infância ou adolescência, foram vítimas de abusos sexuais, e se tornaram pedófilos para desforra. Mas estes podem ser contados nos dedos ou no histórico de 0,000,001% de pedófilos conhecidos, isto é, presos. Afinal, nem toda vítima de pedofilia se torna pedófilo – especialmente quando procura ajuda psicológica especializada. Senão, seria fácil uma nova generalização: todo pedófilo foi alguém que foi abusado em sua infância, ou adolescência. E generalização não ajuda em nada.
4- Isso ajuda quando lidamos com os casos de ataques pedófilos por parte de padres. Neste caso, mais duas características básicas se acrescentam. A primeira: uma incapacidade deste sacerdote em conter seus impulsos sexuais para fazer jus ao seu voto de celibato. Com a palavra, o Dr. João Coutinho de Moura, psiquiatra e psicanalista didata da Sociedade Psicanalítica do Rio de Janeiro (o grifo é meu).:
OI: Qual a razão de tantos casos relatados e reconhecidos de abuso sexual de crianças e adolescentes na Igreja Católica?
Dr. João Moura: Acho que isso pode ocorrer em todas as instituições. Penso que os casos dentro da Igreja sejam mais denunciados e divulgados, porque muito justamente a população acha que, pelo papel que exerce, é totalmente inaceitável que essas situações ocorram na Igreja. Na realidade muitos homens escolhem a vida religiosa para se esconderem de seus conflitos, de seus problemas sexuais, como por exemplo da dificuldade de lidar com o sexo feminino. Optam então por uma vida que consideram menos ameaçadora, no seio da Igreja.
A segunda característica: a ocasião e a disponibilidade de alvo – tanto faz se tais alvos são meninos ou meninas: o que vier – e me desculpe o termo desabrido – ele “traça”.
5- Agora, quando alguém se assume como homossexual – para si mesmo e publicamente – é porque está absolutamente seguro a respeito de sua sexualidade. Logo, para que vai usar ardis para buscar um parceiro sexual entre os que não podem se defender (meninos ou meninas)?
(Lembrando mais uma vez: o pedófilo não se assume nem como gay, nem como hétero – nem mesmo como pedófilo propriamente dito. Logo, nem ele mesmo sabe se seu impulso sexual é sobre as meninas ou sobre os meninos. Desconfio que, quem estiver perto, será seu alvo.)
Logo, não é melhor homossexuais e lésbicas se assumirem publicamente, mesmo que seja para prevenir enganos e dissabores? Quem for hetero, procura parceiros sexuais, namorados e/ou companheiros entre pessoas de sexo diferente do seu. Quem for LGBTTS (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transgêneros e Simpatizantes) procura parceiros sexuais, namorados e/ou companheiros entre pessoas do mesmo sexo. E quem for hetero seguro de si e de sua sexualidade – especialmente se for simpatizante (o S da sigla) – convive tranquilamente com as lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transgêneros – afinal, o que importa não é a orientação sexual do (a) amigo (a), e sim a pessoa.
O problema é: como o homossexual pode se assumir como tal publicamente se velhas ideias de jerico homófobas (tipo essa, de relacionar pedofilia só com o homossexualismo) continuam sendo veiculadas por aí – especialmente pelos homófobos? (Aliás, noves fora os que são assim por ignorância, há os homófobos que são assim porque não conseguem assumir seus impulsos homossexuais. Logo, desconfie daquele que quer que “todo gay morra”...) Ou mesmo o direito de demitir alguém só por ser homossexual (portanto, uma suposta “ameaça” à família) mesmo que ele seja um profissional dedicado, competente e, sobretudo, ético em sua profissão?
A própria oposição à união civil entre pessoas do mesmo sexo (vejam bem: união civil – nenhum padre, pastor ou qualquer outro religioso será obrigado a casar duas pessoas do mesmo sexo em sua igrela, templo etc.) é uma imbecilidade – igual mesmo à oposição de grupos conservadores (Igreja Católica à frente) à adoção do divórcio. Uma das alegações é bem parecida com a que usam contra a união civil entre pessoas do mesmo sexo: o divórcio seria “fator de dissolução da família”. Pois em 1977, o divórcio é adotado no Brasil, e, até onde se saiba, a família brasileira não sofreu nenhum grande abalo significativo – até porque, entre os heteros, pessoas ainda continuam se casando.
O mesmo ocorrerá com a união civil entre pessoas do mesmo sexo: não vai abalar a tradicional família heterossexual. Vai, isso sim, possibilitar o surgimento de novos tipos de família, e ambos os tipos vão conviver em harmonia, sem que um tipo vá interferir no outro.
Na verdade, dona Myriam, a senhora e outros “ínclitos defensores da moral – especialmente Jair Besteiraro-Melancia-no-Pescoço – deveriam deixar de levar a sério aquela velhíssima piada contada no saudoso Pasquim.
A piada é mais ou menos assim: um cavalheiro inglês procura o Foreign Office (o Ministério do Exterior do Reino Unido) pede para renunciar à cidadania britânica.
- Mas por quê? – pergunta o funcionário que o atende.
- É muito simples. Na Idade Média, o homossexual era empalado. Sob a Inquisição, os homossexuais eram condenados à fogueira. Depois, passaram a ser enforcados ou decapitados. No século XIX, iam para a prisão com trabalhos forçados. Depois, passou a ser doença psiquiátrica, tratada em hospícios. Finalmente, o homossexualismo passou a não ser considerado crime ou doença. Na semana passada, legalizaram o casamento entre homossexuais...
- E daí, milord?
- Daí que quero mudar de nacionalidade antes que a House of Commons torne o homossexualismo obrigatório...
Convenhamos: uma piada homófoba ruim de doer. (por que a piada é homófoba? Entre outras coisas, porque a homossexualidade é chamada aqui de “homossexualismo” – termo usado quando era considerada “doença”.) O final, então, é inverossímil, completamente idiota, mas, pelo visto, justifica muitas das idiotices dos Besteiraro, pai e filho, et caterva, sobre a “ditadura homossexual” (SIC, mesmo!).
No entanto, ela é útil por fazer um histórico da não-aceitação (ou melhor, perseguição) da homossexualidade por séculos d.C. a fio – ou seja, da secular “ditadura hetero”, seja por inspiração religiosa – se Deus criou o homem á sua imagem e semelhança, criou com ele a homossexualidade (e duvido que Ele tenha criado os homossexuais apenas para irem para o inferno sem apelação) – seja pseudocientífica - aquela história de considerar a homossexualidade como doença. (O que causaria tal doença? Dizer que é o “vírus de Bruços” não vale...)
Por que o final é idiota? Porque ninguém quer tornar “obrigatória” a homossexualidade. O que se quer é que todos possam conviver em paz e harmonia. É pedir muito?
Ah, sim: pode transmitir um recado ao sr. Jair Besteiraro e ao seu “educadíssimo” filho, Carlos?
Um fazendeiro amigo meu, criador de cavalos e asnos, ficou com dó de ver o seu Jair tão magro. A conclusão que tirou: está se alimentando mal. Daí, ele me pediu para que transmitisse um recado para ele: quando eles quiserem, ele pode mandar as sobras da alfafa com a qual ele alimenta os asnos. É só ele pedir.
Atenciosamente,...
*************************************************************************
Devidamente escrito o recado a uma pessoa importante, vamos à primeira indicação de filme: The Four-faced Liar (2010), de Jacob Chase.
Basicamente, é uma história de amores e desencontros entre quatro jovens de vinte e poucos anos que procuram se encontrar em Nova York. Um casal aparentemente perfeito, Molly (Emily Peck) e Greg (Daniel Carlisle), e seus amigos Bridget (Marja Lewis-Ryan, também autora da peça teatral original e do roteiro) e Trip (Todd Kubrak) se encontram num pub irlandês, The Four-Faced Liar, nas ruas de West Village. Através de seus encontros, os quatro vão testemunhar seus relacionamentos uns com os outros se transformarem em amor, traição e sofrimento para todos. No caso do amor, especialmente quando as amigas Bridget, lésbica assumida, e Molly se apaixonam e...
Bom, dê uma olhada no trailer e torça para que alguma distribuidora se resolva a trazer o filme para cá.
23 junho, 2011
Sugestão de roteiro
Último comentário sobre o demorado edital da Riofilme SEC-RJ: até que não demoraram muito para liberar o resultado - pelo menos, mais do que o normal.
Aos que foram selecionados, parabéns.
Aos que não foram selecionados, algo para rir um pouquinho.
Do Jornal de Paulínia (http://www.jornaldepaulinia.com.br/curiosidades/movimento-norte-americano-quer-produzir-filmes-pornos-evangelicos/):
15/06/2011 - 09h55
Movimento norte-americano quer produzir ‘filmes pornôs evangélicos’
Danilo Reenlsober, do Jornal de Paulínia
Um movimento criado nos Estados Unidos, chamado “Sex In Christ”, tem gerado polêmica ao anunciar a produção de filmes pornográficos direcionados aos Evangélicos. A idéia, segundo os membros do movimento, é realizar “Filmes Cristãos Pornô”, que sirvam de modelo educativo. Para isso, eles criaram algumas regras, como “retratar somente casais matrimonialmente ligados em atos sexuais”.
“Isto significa que quaisquer parceiros sexuais, em uma produção pornô cristã devem ser marido e mulher, dentro e fora da tela”, afirma trecho do texto publicado no site do “Sex In Christ” (clique aqui para acessar, em inglês) Lá, existem ainda outras diretrizes de como os filmes seriam realizados. O principal objetivo da pornografia cristã é, segundo o movimento, permitir que casais cristãos casados possam celebrar melhor a sua sexualidade, a fim de se tornar mais íntimo entre si.
“Nós encaramos os casais assistindo estes filmes e vídeos em conjunto, utilizando-os para iniciar um diálogo franco e aberto sobre a sexualidade e as suas próprias relações sexuais e, em seguida, aplicar as técnicas ilustradas nos filmes e incorporá-las em seus próprios atos”, afirma.
Confira abaixo as regras estabelecidas para a produção desse tipo de filme:
•Deve retratar só casais matrimonialmente ligados em atos sexuais. Isto significa que quaisquer parceiros sexuais, em uma produção pornô cristã devem ser marido e mulher, dentro e fora da tela. Todos os agentes devem ser casados na vida real e retratarem a vida real. E eles só devem ter relações sexuais com seus cônjuges;
•Deve retratar o sexo dentro de contexto de um casamento cristão. Devem-se aparentar através das ações, comportamentos e fala dos personagens retratados que são cristãos e que levam um estilo de vida cristã, e tem um casamento no qual sua fé é o ponto principal. Isto pode ser ilustrado em uma variedade de formas, com cenas mostrando por exemplo, um jovem orando em conjunto e estudando a Bíblia e freqüentando a Igreja ou realizando funções na Igreja e outras cenas relativas a um outro casal cristão fazendo sexo fora do seu quarto;
•Devem ser instrutivos. Parte da missão da pornografia cristã é o de educar crentes casados em como conseguir mais prazer sexual na intimidade de seus relacionamentos. Isso pode ser muito bem feito através da dramatização de diversas técnicas e posições sexuais, para que jovens possam aprender a incorporá-las em suas rotinas de fazer amor. Nos seus papéis na tela, os atores-crentes devem ser um modelo correto tanto em técnicas como de atitudes sexuais adequadas, portando-se de uma forma respeitosa com os órgãos uns dos outros como um sagrado dom de Deus que eles são;
•Não deve haver sexo extraconjugal, a não ser que seja para ilustrar as quedas de adultério. Os casais, em uma produção pornô cristã nunca devem ter relações adúlteras, a menos que seja para demonstrar que eles e seus parceiros sofrem e são punidos pelos seus pecados;
•Deve ser inspirador, centrada no reforço do matrimônio cristão e da fé cristã. Pornô cristão deve ter uma mensagem positiva. Evidentemente, a sua mensagem principal seria o de demonstrar o uso sagrado da sexualidade e sensualidade para reforçar os laços do casamento cristão. Mas em todos os outros aspectos, deverá afirmar valores cristãos na comunidade, na família, valores de fé, honestidade, caridade, e assim por diante. O filme deve demonstrar que ter uma vida sexual alegre e que satisfaça o casamento é um dos frutos de seguir o caminho da retidão;
•Sem obscenidades. Embora exclamações de prazer sejam aceitáveis, como são os sons naturais nas expressões no ato sexual, Cristianismo pornô não deve conter obscenidades ou juramentos. Os participantes deverão abordar uns aos outros com amor e respeito em todas as ocasiões;
•A utilização correta do pornô cristão;
É ou não é para rir?
Se alguém no Brasil levar isso a sério, posso sugerir dois temas para filmes pornôs evangélicos.
O primeiro seria um documentário sobre Anthony Gargantinho... digo, Garotinho. Quer figura mais pornográfica do que este narcisista e truculento que já enveredou por todos os tipos de crime contra o patrimônio e o povo fluminense, e agora comete mais um, a extorsão mediante chantagem?
O outro tema seria um filme de gangster: Os poderosos chefões fluminenses, sobre a espúria aliança entre os narcisistas truculentos da família Gargantinho com a família de Cesar Maia. É isso mesmo: a família daquele psicopata que deixou muita gente morrer durante a epidemia de dengue de 2008 - epidemia que Cesar, obstinadamente, negou que houvesse, para não pedir ajuda aos governos estadual e federal (senão, como ficava a sua imagem de oposicionista?) e não tirar dinheiro daquele trambolho chamado Cidade da Música.
Quer temas mais pornográficos do que estes?
Aos que foram selecionados, parabéns.
Aos que não foram selecionados, algo para rir um pouquinho.
Do Jornal de Paulínia (http://www.jornaldepaulinia.com.br/curiosidades/movimento-norte-americano-quer-produzir-filmes-pornos-evangelicos/):
15/06/2011 - 09h55
Movimento norte-americano quer produzir ‘filmes pornôs evangélicos’
Danilo Reenlsober, do Jornal de Paulínia
Um movimento criado nos Estados Unidos, chamado “Sex In Christ”, tem gerado polêmica ao anunciar a produção de filmes pornográficos direcionados aos Evangélicos. A idéia, segundo os membros do movimento, é realizar “Filmes Cristãos Pornô”, que sirvam de modelo educativo. Para isso, eles criaram algumas regras, como “retratar somente casais matrimonialmente ligados em atos sexuais”.
“Isto significa que quaisquer parceiros sexuais, em uma produção pornô cristã devem ser marido e mulher, dentro e fora da tela”, afirma trecho do texto publicado no site do “Sex In Christ” (clique aqui para acessar, em inglês) Lá, existem ainda outras diretrizes de como os filmes seriam realizados. O principal objetivo da pornografia cristã é, segundo o movimento, permitir que casais cristãos casados possam celebrar melhor a sua sexualidade, a fim de se tornar mais íntimo entre si.
“Nós encaramos os casais assistindo estes filmes e vídeos em conjunto, utilizando-os para iniciar um diálogo franco e aberto sobre a sexualidade e as suas próprias relações sexuais e, em seguida, aplicar as técnicas ilustradas nos filmes e incorporá-las em seus próprios atos”, afirma.
Confira abaixo as regras estabelecidas para a produção desse tipo de filme:
•Deve retratar só casais matrimonialmente ligados em atos sexuais. Isto significa que quaisquer parceiros sexuais, em uma produção pornô cristã devem ser marido e mulher, dentro e fora da tela. Todos os agentes devem ser casados na vida real e retratarem a vida real. E eles só devem ter relações sexuais com seus cônjuges;
•Deve retratar o sexo dentro de contexto de um casamento cristão. Devem-se aparentar através das ações, comportamentos e fala dos personagens retratados que são cristãos e que levam um estilo de vida cristã, e tem um casamento no qual sua fé é o ponto principal. Isto pode ser ilustrado em uma variedade de formas, com cenas mostrando por exemplo, um jovem orando em conjunto e estudando a Bíblia e freqüentando a Igreja ou realizando funções na Igreja e outras cenas relativas a um outro casal cristão fazendo sexo fora do seu quarto;
•Devem ser instrutivos. Parte da missão da pornografia cristã é o de educar crentes casados em como conseguir mais prazer sexual na intimidade de seus relacionamentos. Isso pode ser muito bem feito através da dramatização de diversas técnicas e posições sexuais, para que jovens possam aprender a incorporá-las em suas rotinas de fazer amor. Nos seus papéis na tela, os atores-crentes devem ser um modelo correto tanto em técnicas como de atitudes sexuais adequadas, portando-se de uma forma respeitosa com os órgãos uns dos outros como um sagrado dom de Deus que eles são;
•Não deve haver sexo extraconjugal, a não ser que seja para ilustrar as quedas de adultério. Os casais, em uma produção pornô cristã nunca devem ter relações adúlteras, a menos que seja para demonstrar que eles e seus parceiros sofrem e são punidos pelos seus pecados;
•Deve ser inspirador, centrada no reforço do matrimônio cristão e da fé cristã. Pornô cristão deve ter uma mensagem positiva. Evidentemente, a sua mensagem principal seria o de demonstrar o uso sagrado da sexualidade e sensualidade para reforçar os laços do casamento cristão. Mas em todos os outros aspectos, deverá afirmar valores cristãos na comunidade, na família, valores de fé, honestidade, caridade, e assim por diante. O filme deve demonstrar que ter uma vida sexual alegre e que satisfaça o casamento é um dos frutos de seguir o caminho da retidão;
•Sem obscenidades. Embora exclamações de prazer sejam aceitáveis, como são os sons naturais nas expressões no ato sexual, Cristianismo pornô não deve conter obscenidades ou juramentos. Os participantes deverão abordar uns aos outros com amor e respeito em todas as ocasiões;
•A utilização correta do pornô cristão;
É ou não é para rir?
Se alguém no Brasil levar isso a sério, posso sugerir dois temas para filmes pornôs evangélicos.
O primeiro seria um documentário sobre Anthony Gargantinho... digo, Garotinho. Quer figura mais pornográfica do que este narcisista e truculento que já enveredou por todos os tipos de crime contra o patrimônio e o povo fluminense, e agora comete mais um, a extorsão mediante chantagem?
O outro tema seria um filme de gangster: Os poderosos chefões fluminenses, sobre a espúria aliança entre os narcisistas truculentos da família Gargantinho com a família de Cesar Maia. É isso mesmo: a família daquele psicopata que deixou muita gente morrer durante a epidemia de dengue de 2008 - epidemia que Cesar, obstinadamente, negou que houvesse, para não pedir ajuda aos governos estadual e federal (senão, como ficava a sua imagem de oposicionista?) e não tirar dinheiro daquele trambolho chamado Cidade da Música.
Quer temas mais pornográficos do que estes?
18 maio, 2011
"NOSSA VINGANÇA SERÁ 'MALIGRINA'" (Bento Carneiro, personagem de Chico Anysio)
Rojer Garrido de Madruga nos informa via lista CINEMABRASIL:
Gostaria de focar a discussão no nosso seguimento para não haver duvidas que existe uma outra agenda politica, ou seja vamos analisar o atual investimento no audiovisual brasileiro.
Neste fim de semana durante o CBC a atual secretária de audiovisual soltou uma bomba para surpresa de todos:
O Fundo Inovador NUNCA EXISTIU!!!!
Isto é muito grave. Independente da polêmica do conceito do Fundo, esses recursos foram uma grande batalha da classe e que agora parece não ser nem sequer uma bandeira da SAV. Muito preocupante essa postura da atual gestão!!!
O que isto significa exatamente? Um perda de aproximadamente 70 milhões, valor que o próprio ministério anunciou ano passado no CBC de Atibaia em grande estilo.
Imaginem se em outros setores da economia, como exemplo a agricultura, educação ou comércio e etc... se ocorresse um anuncio de um cancelamento brutal de um programa de governo! Esse corte virulento de investimento Iria criar um tumulto generalizado.
Espero sinceramente que o nosso seguimento tome um posicionamento forte, independente de questões politicas, do desaparecimento do Fundo Inovador.
Para piorar ainda mais a situação a SAV também anunciou um edital meia boca de apenas 17 milhões!!!
Como que esse irrisório orçamento da SAV vai contemplar todas áreas do cinema? E o os BOs como que ficam nesse cenário? Será que vão conseguir esse ano executar integralmente todos os recursos deste edital devido ao longo e burocrático processo de licitação publica? Esse ano acabou .......
Segundo o Minc o ministério faliu com uma divida de 700 milhões, vamos então iniciar um diálogo de compensação pelas perdas deste ano fiscal no orçamento de 2012 que está preste a acontecer no executivo e no congresso.
Todos nós compreendemos os problemas financeiros que passa o governo, mas ficarmos calados e não haver nenhuma compensação no ano que vêm com uma perda de mais de 80 milhões no orçamento para o cinema, ai não dá!
Resumindo, para acreditarmos que realmente que existe uma vontade politica é preciso ter um investimento significativo no setor!
abs.
Rojer
De duas uma:
ou o MinC de Juca Ferreira mentiu pra nós;
ou aquela velha suspeita que tínhamos - de que a nova gestão de Ana de Amsterdam... digo, de Hollanda é uma gestão de desmonte, por vingança, do que foi feito antes - está se confirmando.
Puxa, Antonio Grassi, eu sei que você ficou magoado com a dupla Gil-Juca por ter sido demitido da Funarte. Mas precisa se vingar em cima do cinema?
Também sei que sua volta à Funarte coincidiu com a reta final da novela Ribeirão do Tempo, da TV Record, em que você fazia parte do elenco. Mas você não acha que está confundindo os dois papéis - o de presidente da Funarte (e o poder por trás do trono de Ana de Amsterdam... digo, de Hollanda) com o do vilão maquiavélico que você interpretava nesta novela?
Gostaria de focar a discussão no nosso seguimento para não haver duvidas que existe uma outra agenda politica, ou seja vamos analisar o atual investimento no audiovisual brasileiro.
Neste fim de semana durante o CBC a atual secretária de audiovisual soltou uma bomba para surpresa de todos:
O Fundo Inovador NUNCA EXISTIU!!!!
Isto é muito grave. Independente da polêmica do conceito do Fundo, esses recursos foram uma grande batalha da classe e que agora parece não ser nem sequer uma bandeira da SAV. Muito preocupante essa postura da atual gestão!!!
O que isto significa exatamente? Um perda de aproximadamente 70 milhões, valor que o próprio ministério anunciou ano passado no CBC de Atibaia em grande estilo.
Imaginem se em outros setores da economia, como exemplo a agricultura, educação ou comércio e etc... se ocorresse um anuncio de um cancelamento brutal de um programa de governo! Esse corte virulento de investimento Iria criar um tumulto generalizado.
Espero sinceramente que o nosso seguimento tome um posicionamento forte, independente de questões politicas, do desaparecimento do Fundo Inovador.
Para piorar ainda mais a situação a SAV também anunciou um edital meia boca de apenas 17 milhões!!!
Como que esse irrisório orçamento da SAV vai contemplar todas áreas do cinema? E o os BOs como que ficam nesse cenário? Será que vão conseguir esse ano executar integralmente todos os recursos deste edital devido ao longo e burocrático processo de licitação publica? Esse ano acabou .......
Segundo o Minc o ministério faliu com uma divida de 700 milhões, vamos então iniciar um diálogo de compensação pelas perdas deste ano fiscal no orçamento de 2012 que está preste a acontecer no executivo e no congresso.
Todos nós compreendemos os problemas financeiros que passa o governo, mas ficarmos calados e não haver nenhuma compensação no ano que vêm com uma perda de mais de 80 milhões no orçamento para o cinema, ai não dá!
Resumindo, para acreditarmos que realmente que existe uma vontade politica é preciso ter um investimento significativo no setor!
abs.
Rojer
De duas uma:
ou o MinC de Juca Ferreira mentiu pra nós;
ou aquela velha suspeita que tínhamos - de que a nova gestão de Ana de Amsterdam... digo, de Hollanda é uma gestão de desmonte, por vingança, do que foi feito antes - está se confirmando.
Puxa, Antonio Grassi, eu sei que você ficou magoado com a dupla Gil-Juca por ter sido demitido da Funarte. Mas precisa se vingar em cima do cinema?
Também sei que sua volta à Funarte coincidiu com a reta final da novela Ribeirão do Tempo, da TV Record, em que você fazia parte do elenco. Mas você não acha que está confundindo os dois papéis - o de presidente da Funarte (e o poder por trás do trono de Ana de Amsterdam... digo, de Hollanda) com o do vilão maquiavélico que você interpretava nesta novela?
07 maio, 2011
ESPERANDO GODOT... DIGO, A MTV
Saiu nesta quinta-feira, 5 de maio do corrente, a lista de premiados dos editais de audiovisual do governo de Pernambuco - o Funcultura. O pacote com pleto inclui R$ 3,5 milhões para projetos de longa-metragem; R$ 1,5 milhão para curtas-metragens; R$ 1,5 milhão para produtos de televisão; R$ 1,4 milhão para projetos de difusão, pesquisa e formação e R$ 100 mil para o desenvolvimento do cineclubismo, mais o Prêmio Ary Severo.
Ué, e daí? Tá igual ao Programa de Chamadas Públicas de Audiovisual Riofilme / SEC – o nome oficial do edital conjunto da Riofilme com a Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro, não é?
Não, preclaro leitor.
Primeiro, porque a Chamada Pública daqui é bem maior que a de Pernambuco. Leia só: longa-metragem (desenvolvimento de projetos e finalização), séries para TV (desenvolvimento de projetos e produção de pilotos e séries), desenvolvimento de projetos de jogos eletrônicos, produção de documentários para TV, curta-metragem, mostras e festivais de audiovisual e um prêmio adicional para desenvolvimento de projeto multiplataforma.
Segundo, porque, por increça que parível, parece que o edital de Pernambuco obedeceu rigorosamente ao seu cronograma. Nenhum concorrente ficou esperando Godot pelo resultado. Se todos os concorrentes ficaram felizes com ele, isto é outra questão.
Pai dos burros: quando se fala de Samuel Beckett, mesmo os mais desinformados sobre teatro lembram de Esperando Godot, e vice-versa. Afinal, é a sua peça mais famosa. Seu enredo baseia-se na falta de comunicação entre os personagens e na pausa do silêncio da espera de algo que não se resolve. Igualzinho ao que está acontecendo no edital da Riofilme SEC.
Por quê?
Só para relembrar um pouco o seu cronograma:
Período de inscrições - 10/nov/10 a 12/jan/11
Etapa de triagem - 13/ a 28/jan/11
Publicação dos projetos classificados - 31/01/11
Etapa de análise de projetos - 15/fev/11 a 28/mar/11
PARADA PARA O CARNAVAL (que ninguém é de ferro...)- 07 a 09/mar/11
Etapa de seleção - reuniões das Comissões Avaliadoras - 04/ a 15/abr/11
Publicação dos projetos selecionados - 18/abr/11
Até o dia 31 de março deste ano, o cronograma foi seguido à risca. E só. Depois disso, nenhum esclarecimento que se preze por tal.
Por quê?
(Sim, eu sei que estou chato com este “por quê?”. Estou igual ao meu sobrinho de oito anos. Então tá. Tentarei ir direto ao ponto.)
É que, sabe-se lá por quê, reabriram as inscrições para a Chamada para Séries de TV (parceria Riofilme /SEC com a MTV): de 7 de fevereiro a 4 de abril do corrente. A decisão final da Riofilme /SEC/MTV está prevista, se não houver mais imprevistos (leia-se atrasos) para JUNHO deste ano. Pelo menos, a chamada fase 1 – a produção dos pilotos. A decisão final MESMO – a contratação das séries – está prevista para DEZEMBRO.
E daí? Deixe a MTV decidir (sim, porque no final das contas, é a MTV quem vai decidir, com ou sem a Riofilme e/ou o SEC) e toca em frente com o resto.
Não, gentil leitor. Não se sabe quem teve a brilhante ideia, mas quem apresentou projetos de curta, de longa, de documentários, de festivais e mostras e de jogos eletrônicos terá de esperar o resultado final da chamada para as séries de TV.
Ou seja: parou todo o Programa de Chamadas Públicas de Audiovisual Riofilme / SEC, até que a MTV finalmente dê o ar de sua graça e decida de vez.
E quando REALMENTE sai esta decisão? Em junho ou em dezembro? Eis o mistério da fé... no audiovisual...
Ou seja (de novo), quem apresentou projetos de curta, de longa, de documentários, de festivais e mostras e de jogos eletrônicos terá todo o tempo do mundo para se perguntar: se nós, concorrentes, tivemos de respeitar o regulamento (isto é, respeitar as exigências de documentos e os prazos), por que quem baixou estas regras (a Riofilme, a SEC e a MTV) não podem fazer o mesmo?
O mesmo tempo que Vladimir e Estragon tiveram (e tem até hoje) para esperar se Godot vem ou não vem.
Ué, e daí? Tá igual ao Programa de Chamadas Públicas de Audiovisual Riofilme / SEC – o nome oficial do edital conjunto da Riofilme com a Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro, não é?
Não, preclaro leitor.
Primeiro, porque a Chamada Pública daqui é bem maior que a de Pernambuco. Leia só: longa-metragem (desenvolvimento de projetos e finalização), séries para TV (desenvolvimento de projetos e produção de pilotos e séries), desenvolvimento de projetos de jogos eletrônicos, produção de documentários para TV, curta-metragem, mostras e festivais de audiovisual e um prêmio adicional para desenvolvimento de projeto multiplataforma.
Segundo, porque, por increça que parível, parece que o edital de Pernambuco obedeceu rigorosamente ao seu cronograma. Nenhum concorrente ficou esperando Godot pelo resultado. Se todos os concorrentes ficaram felizes com ele, isto é outra questão.
Pai dos burros: quando se fala de Samuel Beckett, mesmo os mais desinformados sobre teatro lembram de Esperando Godot, e vice-versa. Afinal, é a sua peça mais famosa. Seu enredo baseia-se na falta de comunicação entre os personagens e na pausa do silêncio da espera de algo que não se resolve. Igualzinho ao que está acontecendo no edital da Riofilme SEC.
Por quê?
Só para relembrar um pouco o seu cronograma:
Período de inscrições - 10/nov/10 a 12/jan/11
Etapa de triagem - 13/ a 28/jan/11
Publicação dos projetos classificados - 31/01/11
Etapa de análise de projetos - 15/fev/11 a 28/mar/11
PARADA PARA O CARNAVAL (que ninguém é de ferro...)- 07 a 09/mar/11
Etapa de seleção - reuniões das Comissões Avaliadoras - 04/ a 15/abr/11
Publicação dos projetos selecionados - 18/abr/11
Até o dia 31 de março deste ano, o cronograma foi seguido à risca. E só. Depois disso, nenhum esclarecimento que se preze por tal.
Por quê?
(Sim, eu sei que estou chato com este “por quê?”. Estou igual ao meu sobrinho de oito anos. Então tá. Tentarei ir direto ao ponto.)
É que, sabe-se lá por quê, reabriram as inscrições para a Chamada para Séries de TV (parceria Riofilme /SEC com a MTV): de 7 de fevereiro a 4 de abril do corrente. A decisão final da Riofilme /SEC/MTV está prevista, se não houver mais imprevistos (leia-se atrasos) para JUNHO deste ano. Pelo menos, a chamada fase 1 – a produção dos pilotos. A decisão final MESMO – a contratação das séries – está prevista para DEZEMBRO.
E daí? Deixe a MTV decidir (sim, porque no final das contas, é a MTV quem vai decidir, com ou sem a Riofilme e/ou o SEC) e toca em frente com o resto.
Não, gentil leitor. Não se sabe quem teve a brilhante ideia, mas quem apresentou projetos de curta, de longa, de documentários, de festivais e mostras e de jogos eletrônicos terá de esperar o resultado final da chamada para as séries de TV.
Ou seja: parou todo o Programa de Chamadas Públicas de Audiovisual Riofilme / SEC, até que a MTV finalmente dê o ar de sua graça e decida de vez.
E quando REALMENTE sai esta decisão? Em junho ou em dezembro? Eis o mistério da fé... no audiovisual...
Ou seja (de novo), quem apresentou projetos de curta, de longa, de documentários, de festivais e mostras e de jogos eletrônicos terá todo o tempo do mundo para se perguntar: se nós, concorrentes, tivemos de respeitar o regulamento (isto é, respeitar as exigências de documentos e os prazos), por que quem baixou estas regras (a Riofilme, a SEC e a MTV) não podem fazer o mesmo?
O mesmo tempo que Vladimir e Estragon tiveram (e tem até hoje) para esperar se Godot vem ou não vem.
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