05 março, 2019

DA SÉRIA SÉRIE "FILMES QUE JAIR BESTEIRARO ET CATERVA A-DO-RA-RI-AM..." (CXI)

Diário do Bolso
(José Roberto Torero)
5 de março de 2019 (Terça-feira Gorda de Carnaval)

Diário, hoje eu estava com insônia e liguei a televisão. O que estava passando? O desfile das escolas de samba do Rio. E, para meu azar, quem entrou na avenida foi justo a Mangueira. Você acredita que os caras fizeram uma homenagem para a Marielle? E tinha uns heróis que eu nunca ouvi falar. Tudo negro e índio. Militar que é bom, nada. Uma pouca vergonha! Era melhor quando só tinha mulher pelada.
Bom, desisti de ver aquele desfile de horrores, tomei um remédio e fui dormir. Mas aí aconteceu uma coisa maluca: sonhei que uma escola de samba fazia um desfile sobre mim!
A Comissão de Frente era linda! Formada só pelos nossos ditadores militares. Desde o Castelo Branco até Geisel. Eles cumprimentavam o pessoal das arquibancadas tirando o quepe com uma mão e estalando o chicote com a outra. Quase chorei.
O carro abre-alas era uma mão gigantesca fazendo revolvinho. Ela girava 360 graus e atirava confete, serpentina e bala de verdade. Mas só matava quem vestia camisa vermelha.
Logo atrás vinha a ala “Slogan acima de tudo”. O destaque era o Vélez, numa fantasia feita só com fotos do Olavo de Carvalho. Em volta dele dançavam umas crianças de uniforme escolar e elas tiravam selfies o tempo todo.
O mestre sala e a porta-bandeira eram o Ricardo Salles e a Damares. Os dois estavam de índios. Ele com penas azuis, ela, com penas rosas. Em vez de cetro o Ricardo segurava uma motosserra. E no estandarte da Damares estava escrita aquela frase dela: “Feministas não gostam de homens porque são feias”.
A ala das baianas tinha fantasias muito criativas: as saias eram gigantescas metades de laranja. Uma das baianas era o Queiroz. E ele dançava direitinho (também, depois de ensaiar tanto lá no Einstein...).
A ala da Reforma da Previdência estava muito bonita. Velhos em farrapos sambavam se arrastando pelo chão. E Paulo Guedes, de terno dourado, sambava no meio deles.
Fez muito sucesso um carro alegórico com uma goiabeira gigante. Vários Jesuses dançavam nos galhos e de vez em quando saiam umas pessoas de dentro das frutas, fazendo papel de bichinhos de goiaba.
O Onyx usava uma fantasia de liquidificador. E a do Moro era uma enorme caixa com o número 2.
Depois veio a ala “Três Patetas”. O Carluxo, fantasiado de pit bull, sambava cercado por um monte de gente com máscara de Bebianno. E tentava morder eles. Em volta do Eduardo vinham uns anões fantasiados de pintinho (acho que sonhei isso porque aquela ex-namorada disse que ele tinha micropênis). E o Flávio vestia um envelope gigante.
A ala dos milicianos estava toda em vermelho sangue. Um luxo!
A bateria era nota dez! Os tamborins foram feitos com peles de guerrilheiros torturados. E os tambores eram crânios de pessoas assassinadas pela ditadura militar. Que som! O mestre da bateria era o Coronel Lício, que matou e torturou no Araguaia. Fico arrepiado só de lembrar.
Logo depois veio a ala mais importante, que se chamava “Quando crescer quero ser igual a você”. Ela trazia os meus três ídolos.
O Ustra, usando aqueles óculos escuros que deixavam ele parecido com a Aracy de Almeida, entrou dançando no meio de cinquenta esqueletos, um para cada pessoa que ele matou.
O Pinochet veio cercado por homens cobertos por folhas de fax, todas com o texto que eu mandei para o Tony Blair, pedindo que ele soltasse o Augustinho.
E então entrou o Stroessner, que esses dias eu chamei de “estadista de visão”. Ele usava uma fantasia de uísque falsificado (o rótulo dizia Joni Ualquer) e estava cercado de meninas de dez anos, porque todo mundo sabe que ele era pedófilo.
No final de tudo, encerrando o desfile, vinha quem? Eu! Dançando e fazendo revolvinho com as mãos. Aí a multidão enlouqueceu e começou a gritar: “Monstro!, monstro!, monstro!”. Mas no bom sentido, é claro.
Ah, Diário, sonhei que estava sonhando um sonho sonhado...
Pena que agora estou acordado.

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Ah, a propósito: eis que o "filósofo"Olavo de Carvalho está passando o chapéu nas redes sociais.


Puxa, eu jurava que o velho "filósofo" (da oitava série do ensino fundamental...)estava com o pandulho cheio de dinheiro, graças aos seus cursos...
Bom, não sei quem vai doar para o velho. Mas eu conheço duas pessoas que não vão doar um puto.
Uma é o dePUTAdo Alexandre Frota (PSL-SP).
Até hoje o brucutu não engoliu o esporro que Olavo deu aos dePUTAdos do PSL porque viajaram para a China, no início deste ano.


O outro, claro, é esse escriba que vos fala.
Não é só pela responsabilidade de sua "filosofia" semimedieval (com elogios à tortura e xingamentos à ciência moderna – contra as teorias de Isaac Newton, inclusive) pela situação atual do país.

É porque, além da burrice do "filósofo" em criticar o SUS brasileiro em nome da defesa da meritocracia ("meritocracia " de c... É ROLA!) – e porque o cretino NUNCA se dignou a fazer seguro saúde nos EUA (justo no país com a medicina avançada – e mais cara do mundo)...


... há uma enorme desconfiança de que a vaquinha virtual tenha outra razão.
Dizem que, na verdade, o problema dele é de saúde financeira: Olavo DOI-Codi de Carvalho está é devendo os tubos ao Leão dos EUA – e lá, salvo engano, isso ainda dá cadeia. (Já aqui, em Terra Papagalli... bom, deixa pra lá...)

Não haveria problema nenhum em alguém atolado em dívidas recorrer a amigos ou mesmo fazer uma vaquinha pública.
Colapsos financeiros podem ocorrer com qualquer um: ainda mais quando envolve saúde.
Mas o que Olavo de Carvalho, guru da família Bolsonaro, está fazendo é um golpe desonesto.
Um golpe que mobiliza pessoas como Eduardo Bolsonaro e o cantor do Lobão.
Olavo de Carvalho associa suas dívidas a questões ideológicas.
Coloca-se como uma vítima da “esquerda” e do governo com seus impostos ( o que soa bem para ouvidos liberais).
Deu um toque emocional ao falar da saúde.
Começa com a posição de vítima para sensibilizar os doadores: “acossados por uma rede internacional de caluniadores e difamadores, recebemos ainda uma cobrança monstruosa de despesas médicas e impostos”.
A história é simples: Olavo de Carvalho não fazia seguro-saúde, o que é uma temeridade para alguém mais velho, fumante e sedentário.
Até se orgulhava de não ter plano de saúde
Ou seja, aconteceu o que qualquer pessoa sensata sabia: mais cedo ou mais tarde, a conta hospitalar iria fazer um estrago.
Fez: uma operação para retirada de um tumor num país em que a medicina é cara.
Sobre impostos, a suspeita é mais complicada.
Não se sabe se a dívida é apenas nos Estados Unidos.
Mas certamente é aqui no Brasil, onde Olavo de Carvalho omite declarações.


Esse documento acima mostra que o filósofo Olavo de Carvalho tem problemas com a Receita Federal.
Sua empresa – Olavo de Carvalho Produções – é classificada pela Receita Federal como inapta.
Motivo: omissão de declarações.
Outros documentos mostram que ele  nem sempre omitiu declarações de renda.
O filósofo Olavo de Carvalho, Guru de Bolsonaro, informa que o endereço de sua empresa no Brasil ficaria na rua Duque de Caxias 80, em São Paulo – mais conhecida com a região da “Boca do Lixo” – no passado, misturavam-se ali drogas, quadrilhas e prostituição.



Mas uma visita ao prédio revela que não existe nenhuma empresa ligada ao filósofo. Ou seja, um endereço é falso.

Logo, no que me concerne (copyright Jânio Quadros...), duas palavrinhas de consolo para o "filósofo":
F-O-D-A---S-E!
VTNC!!!!!!
VAI PROCURAR UMA ROLA!

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Ah, a propósito 2, a seguir, mais um grande sucesso do carnaval de 2019 – onde, nunca antes na história deste país tanta gente mandou um presidente em início de mandato se colocar no lugar da Maria Schneider, na célebre cena da manteiga de O último tango em Paris (1973), de Bernardo Bertolucci... sem a manteiga, claro.

Ah, sim: é para cantar com a música de A jardineira (1938).






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E agora, a nossa indicação para esta séria série: My days of mercy (EUA-Reino Unido,2019), de Tali Shalom Ezer, que fez parte da seleção oficial no Toronto International Film Festival (TIFF) e do 26º Mix Brasil, de 2018. Além de rever Ellen Page e da temática amorosa LGBT, pode-se discutir uma das ideias de jerico que os filhos do Coiso querem implantar aqui em Terra Papagalli: a pena de morte.
As irmãs Morrow – Lucy (Ellen Page) e Martha (Amy Seinmetz) – participam ativamente de protestos contra a pena de morte, em manifestações durante as execuções que ocorrem pela região Centro-Oeste dos Estados Unidos. Afinal, elas tem boas razões para isso: seu próprio pai, Simon (Elias Koteas, ex-integrante do elenco da série Chicago P.D.) foi condenado por assassinato e esperava agora no corredor da morte. Mas, em uma destas manifestações, Lucy encontra Mercy (Kate Mara), filha de um policial cujo colega foi morto por um homem que está prestes a receber uma injeção letal. Lucy e Mercy poderiam ser inimigas ferrenhas, porém, uma conexão inegável as unia. O relacionamento delas passou de hostilidade para curiosidade e para uma intensa e física paixão. Poderão Lucy e Mercy superarem suas extremas diferenças, ou estas diferenças as destruirão?
Veja o trailer e até lá.
EVOÉ!!!!  


02 março, 2019

DA SÉRIA SÉRIE "FILMES QUE JAIR BESTEIRARO ET CATERVA A-DO-RA-RI-AM..." (CX)

Diário do Bolso
(José Roberto Torero)

(O Estado de S. Paulo, coluna "Inconsciente Coletivo", de Morris Kachani - 1º de março de 2019)

Pergunte ao Bolso

Presidente, eu acho meio absurdo o senhor não ter participado de nenhum debate no segundo turno. Isso deveria ser proibido por lei. Só queria deixar registrado.
Deixe registrado também o seu nome e rg, talkei?

O que sentiu ou pensou quando recebeu a facada?
O meu primeiro pensamento foi: “Ai, que dor!”. O segundo foi “Ah, que bom!”

Se arrepende de algo? Achava que, depois da facada, pudesse ressurgir com um discurso mais brando.
Discurso mais brando? Eu lá tenho cara de frouxo? Se o cara vem com faca, eu vou com metralhadora (de preferência, de Israel, que tem as melhores armas do mundo, consulte nosso catálogo).

A gente fica assustado de ver esse rodízio de gente da milícia nos tempos em que seu filho Flávio era deputado na Alerj.
Isso é preconceito. As pessoas precisam de polícia, não precisam? Todo mundo fala bem da terceirização, não fala? Então, a milícia é a polícia terceirizada, pô. Vamos simplificar isso daí!

Rachadinha com a verba do gabinete é uma prática condenável ou faz parte do jogo?
Rachadinha eu só conheço aquela, tá me entendendo?

Você tem armas em casa?
Claro que tenho. Revólver, fuzil, o escambau. Já tive até canhão. Mas me divorciei. Kkkkkk!

 Você tem um filho preferido? Por que?
Não tenho. Pra mim é tudo farinha do mesmo saco. Do mesmo saco, entendeu? Kkkkk! Hoje eu tô demais!

Como Michelle tem te apoiado?
Ela sabe se fazer de surda como ninguém.

Você vai comentar com sua filha mais nova sobre a “fraquejada”, quando ela crescer?
Não vou conversar com ela sobre essas coisas. Nem a Michelle. E nem a escola. Se tudo der certo, minha filha nunca vai saber o que é sexo.

Saudades do Bebianno? Brigar com gente que jogava no nosso time é ruim…
É ruim. Ele era do meu time da pelada. Um bom médio volante. Meio violento, mas distribuía bem a bola. Mas fazer o quê? Às vezes a gente tem que achar um bode de piranha. Ou será que o certo é dizer boi expiatório? Sei lá. Tanto faz.

Se arrepende de ter nomeado a Damares? E o Vélez? E o Ricardo Salles?
De jeito nenhum. São três gênios da raça! Aprendo muita coisa com eles. A fazer um currículo mais criativo, por exemplo.

E o Ernesto Araujo?
Esse me ensinou que o aquecimento global é um dogma marxista. Você vai ver como esse inverno no Brasil já vai ser mais frio.

Todo mundo tem questões emocionais. Quais são as suas?
Questão emocional? Tá me estranhando, rapaz?

Quanto que o senhor recebe de aposentadoria, afinal? Recebi um vídeo dizendo que recebe cerca de R$ 10 mil por ter se aposentado aos 33 anos do Exército, além dos R$ 27 mil como deputado da Câmara. Você acha justo?
A gente não pode acreditar em todo vídeo que recebe pelo zap-zap. Hoje, por exemplo, eu recebi um que dizia que o limite de idade para aposentadoria de idade tinha que ser 51 anos para mulher e 56 para homem. E era eu mesmo que tava falando. Não dá para acreditar, né?

A propósito, o que acha que deve ser feito com a aposentadoria dos militares, no contexto da reforma da previdência?
Primeiro a gente vê a Previdência dos civis. Depois a dos militares. Kkkkk! O quê? Por que que eu ri? É que eu me lembrei dos meus tempos de criança lá em Eldorado. Sempre que o pessoal fazia troca-troca no mato, eu falava “Primeiro você, depois eu”. E tinha uns que acreditavam.

Você curte o Rodrigo Maia?
É meu chapa. Estamos fazendo xixi cruzado.

O que você está gostando e o que está detestando em ser presidente?
O que eu mais gosto é da faixa presidencial. Em casa não tiro nem em dia de churrasco. E o que eu mais detesto é reunião. É um saco ter que escutar cada ministro falar e fingir que entendi tudo. Ainda bem que tem o celular. Aí eu dou umas tuitadas pra distrair.

Mais de um terço da população votou em você. Outro terço no Haddad, e o outro ainda, em branco ou nulo. Dá para governar para todo mundo?
Eu vou governar todo mundo, mas não pra todo mundo.

O que pretende trazer dos Estados Unidos, depois que visitar o Trump?
Uma selfie de nós dois para botar na cabeceira. E, se ele deixar, uma mecha do cabelo.

O que costuma fazer nas horas vagas?
Não tenho horas vagas. Estou sempre no celular.

Qual o seu recado para palmeirenses e judeus que não votaram em você?
Pô, pessoal, em 2022, votem em mim. Nós somos do mesmo time. E se precisar cortar a pontinha do Bolsonarinho, eu corto, pô.

Como o senhor se preparou para ser nosso presidente?
Não dizem que o Brasil é um poço sem fundo? Então, quem pode estar mais treinado que um paraquedista?

O blog se chama Inconsciente Coletivo. Qual seria o inconsciente coletivo do brasileiro de hoje?
Não entendo muito dessa coisa de inconsciente coletivo, não. Meu negócio é mais o coletivo inconsciente.

Qual é seu sonho?
Olha, eu prefiro o de creme. Mas o de goiabada também é bom.

Presidente, por que desautorizou o seu ministro Sergio Moro na nomeação da Ilona Szabó como membro suplente do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária?
Bom, Morris (você é parente do Chuck?), foram vários motivos. O primeiro é que ninguém ia saber falar o nome dela. O segundo é que ela não orna com o resto do grupo. Pensa ela do lado da Damares? Do lado do Mourão? Destoa. E a terceira é que ela é meio desarmamentista. Aí não dá! Como é que eu fico com o Eduardo, com o Flavio, com o Onyx, com a Taurus? Sabe, essa moça é cheia de mimimi, daquele tipo que no tiro ao alvo tem pena do alvo.

(Não tenho parentesco com o Chuck. Até curto ele kkkk, mas a minha ancestralidade é persa, sírio-libanesa e judaica. E brasileira)

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A segunda parte desta coluna tem uma entrevista com José Roberto Torero – o criador do Diário do Bolso, a série que estou republicando aqui. Vale a pena.

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Ah, sim: a todos os que desprezaram,comemoraram, bateram palmas e pediram bis pela morte de Arthur, o neto de sete anos do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva por conta de um ódio antipetista patológico – como Eduardo "Lambe-Botas-de-Trump" Besteiraro, filho do Coiso, que depois teve dese explicar a Deus e o mundo (inclusive aos eleitores do Coiso que votaram neles "em nome da família") porque isso pegou muito mal; ou uma canalha que se dizia "executiva da Natura", que na verdade foi demitida da empresa há anos; ou uma que se diz"youtuber" e "blogueira" chamada Alessandra Strutzel – ou que inventaram mais uma fake news, em queLula, quando presidente, teria vetado cinco vacinas no calendário da rede pública, como se fosse só de sacanagem (quando, na verdade, as tais vacinas já fazem parte do calendário de vacinação)
Enfim, a toda esta malta de psicopatas, três recados básicos:

1- VOCÊS GOSTARIAM QUE ALGUÉM DEBOCHASSE, COMEMORASSE OU DESSE PARABÉNS PELA MORTE DE UM PARENTE (pai, mãe, tio, filho, esposa) OU PESSOA QUE VOCÊ AMA? Se a Magra bater na sua casa, você consegue manter seu equilíbrio, seu verniz, sua bravura, seu controle, sua altivez, sua crueldade? Será que sua máscara não cai, nem que seja trancado dentro de teu quarto ou de teu banheiro?
2- Um princípio do Direito moderno: NENHUMA PENA PASSARÁ DA PESSOA DO CONDENADO. Ou seja: a família não paga pelo crime que um dos familiares cometeu. E se vocês adotam a "jurisprudência" de d.Maria I, a Louca, rainha absolutista de Portugal – que não só condenouTiradentes à morte por enforcamento, seu cadáver esquartejado e seus pedaços espalhados no caminho do Rio de Janeiro a Vila Rica, mas também declarou como"infames" os seus descendentes – meus pêsames: vocês são tão loucos (no pior sentido da palavra) como ela.
Ou seja: qual a culpa de um garoto de sete anos, para ser condenado tão cruelmente por vocês?
3- Ah, sim: como muitos destes canalhas se dizem "cristãos" (assim mesmo, sr. revisor, obrigado), que tal um breve recado de um dos líderes mais eminentes da cristandade?

  

De resto,

Seja lá qual for o "Deus acima de todos" que esses "cidadãos de bem" defendem, eu quero é muita distância. (Patricia Lélis).

Tá OK? Ou querem mais?

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E agora, a nossa indicação para esta séria série: Jak calkowicie zniknac (How to Disappear Completely - Polônia, 2014), de Przemyslaw Wojcieszek.

Mal comparando, lembra muito Um quarto em Roma, pois começa quase da mesma forma: O encontro ocasional de Gerda (Agnieszka Podsiadlik) com Little Girl Robber, ou A Pequena Ladra (Pheline Roggan) no metrô de Berlim. Há apenas dez, doze horas até se separarem. Interesses comuns tornam-se uma história de amor e tudo termina de manhã. Mas ainda há um grande espaço na cidade para navegar à noite.
Vejam o trailer, e até lá.



DA SÉRIA SÉRIE "FILMES QUE JAIR BESTEIRARO ET CATERVA A-DO-RA-RI-AM..." (CIX)

Diário do Bolso
(José Roberto Torero)
Diário, aqueles remédios que eu tomei no hospital devem estar dando um repique. É que hoje aconteceu uma coisa muito estranha. Coisa de filme de terror!
De manhã eu entrei no banheiro para me barbear, me olhei no espelho e até gostei da minha cara. Parecia menos sardento, com cabelo mais preto. Aí eu falei em voz alta:
- Pô, hoje eu até pareço mais novo.
Foi aí que aconteceu a coisa: o espelho me respondeu!
Ele disse assim:
- Tô mais novo mesmo. É que eu sou o Bolsonaro de 2017.
- Vade retro! O que você quer de mim?
- Estou aqui para tirar satisfação.
- Satisfação do quê? Você devia era estar orgulhoso de mim. Tô fazendo a barba com a faixa presidencial. Não sou só mais um deputadinho, não.
- Olha como fala comigo! Quer dizer, contigo. Mais respeito, palhaço.
- Palhaço é você!
- Palhaço é você!
- Palhaço é você!
Aí eu e eu ficamos nos xingando de palhaço por uma meia hora, até que o eu de 2017 cansou e disse:
- Chega! É o seguinte: Você tá me fazendo passar por mentiroso. Lembra o que eu disse sobre a Reforma da Previdência?
- É..., acho que não.
- Como não? Falei num monte de palanque, na tevê, no rádio, no cacete a quatro!
- O que você, quer dizer, eu, quer dizer, a gente disse?
- O discurso era sempre o mesmo. Começava assim: “Eu tive no Piauí. Lá a expectativa de vida é 69 anos. Botar 65 é um crime.”
- Ah, lembrei. Mas isso é passado, talkei?
- Não, talkei não! Você tá me fazendo passar por mentiroso! A minha, quer dizer, a sua proposta era mudar a idade mínima da mulher para 51 anos e do homem para 56.
- O Paulo Guedes disse que isso é pouco.
- Sei lá quem é esse Paulo Guedes! O negócio é que eu disse que a gente tinha que ir atrás dos devedores, que nem a Friboi. Que a gente tinha que atacar os privilégios, atacar as incorporações no judiciário e no legislativo, combater as fraudes e o escambau. E agora você me vem com essa de 65 anos? Você é eu ou é o Temer?
Diário, depois dessa eu saí do banheiro e fui me arrumar. Ainda escutei ele gritando: “Não adianta fugir de mim! Eu tô de olho em você!”
Acho que hoje eu vou trabalhar com a barba por fazer mesmo.

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Bem, a nossa indicação para esta séria série vai demorar um pouco para ser lançado, mas vale a pena falar nela. É Ammonite (Reino Unido, 2019), de Francis Lee.
O filme se passa no Reino Unido durante a década de 1820, e se baseia um pouco na vida de Mary Anning (1799-1847), paleontóloga pioneira, responsável pela descoberta do primeiro fóssil de ictiossauro, ainda na adolescência, além de fósseis marinhos de amonite (um tipo de molusco, que dá nome ao filme). A trama acompanha como a pesquisadora (Kate Winslet), vinda de uma família pobre, acaba se tornando dama de companhia de uma rica mulher londrina (Soiirse Ronan), que passa um tempo junto ao mar, para recuperar sua saúde. As duas começam um inusitado romance e...
Bem, vão ter de esperar que o filme fique pronto e seja lançado aqui no Brasil. E que tenha um trailer. Por enquanto, fiquem com uma foto das atrizes. Inté. 


DA SÉRIA SÉRIE "FILMES QUE JAIR BESTEIRARO ET CATERVA A-DO-RA-RI-AM..." (CVIII)

Diário do Bolso
(José Roberto Torero)
26 de fevereiro de 2019
Diário, gostei muito dessa ideia do Vélez de fazer todo mundo cantar o hino. Isso é que é patriotismo, pô!
Também gostei desse negócio de todo mundo gritar o meu slogan no final: “Brasil acima de todos, Deus acima de tudo!”. Ou será que é “Deus acima de todos. O Brasil acima de tudo”? Ou “Deus acima do Brasil e tudo acima de todos”? Sei lá, nunca decorei essa frase. O importante é mostrar as crianças falando o meu slogan, que isso é que é escola sem partido.
Essa coisa de gravar em vídeo foi o melhor de tudo, porque criancinha patriota sempre pega bem. Vai dar um ótimo clipe para a campanha de 2022. Sem falar que, se algum moleque fizer careta, a gente já fica de olho nele.
Só espero que não filmem as escolas quebradas, os computadores pifados e o holerite dos professores. Aposto que vai ter esquerdista-cultural-marxista fazendo isso. Bom, qualquer coisa, a gente edita.
Pô, agora que eu reparei! O Vélez esqueceu de pedir para as crianças fazerem o revolvinho com a mão.
Tudo bem, Diário. Fica para o sete de setembro.

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A nossa indicação para esta séria série é uma comédia para relaxar um pouco... só que não: Happiest Season (EUA, 2019), a estreia da atriz Clea DuVall na direção. O mais bacana – pelo menos para as meninas lá em qualquer brejo (não, não é ofensa homofóbica, é gíria lésbica: é uma reunião de meninas que amam meninas em qualquer lugar – um bar, a casa de alguém etc. – para conversar tomar umas cervejinhas e curtir a vida) – é que tanto a diretora estreante quanto a atriz principal (Kristen Stewart, da série de filmes Crepúsculo) saíram do armário na vida real.
A historinha é bem simples: uma jovem (Kristen Stewart) planeja pedir sua namorada (Mackenzie Davis, da série Black Mirror) em casamento durante a festa anual de sua família. Só tem um probleminha, que ela descobre no dia: sua parceira ainda não saiu do armário para seus pais conservadores. E agora?
Agora você enche o saco do distribuidor para trazer o filme (e a família do Coiso para que não proíba por baixo dos panos...), e até lá.
Sorry, não tem trailer... ainda.

27 fevereiro, 2019

DA SÉRIA SÉRIE "FILMES QUE JAIR BESTEIRARO ET CATERVA A-DO-RA-RI-AM..." (CVII)

Diário do Bolso
(José Roberto Torero)
Diário, é muita perseguição da imprensa. Todo dia sai alguma reportagem contra mim ou contra a minha turma. Que inveja do tempo da censura...
1-) Hoje, por exemplo, disseram que o Alcolumbre omitiu uns imóveis na sua declaração de bens à Justiça Eleitoral. Pô, quem é que nunca deixou de lado umas casas no Imposto de Renda, só para parecer mais pobre? Já é uma coisa do brasileiro.
2-) Descobriram também que o Ricardo Salles não estudou em Yale. Mas pô, quem é que nunca mentiu quando fez um currículo? Tem que entender o garoto. Mentir é uma mania dele. Tanto que o Ricardo também já alterou mapa de zoneamento e adulterou minuta de decreto para beneficiar umas mineradoras. Como é mesmo o nome de quem mente o tempo todo? Lembrei: é mitômano! Dizem que isso é ruim, mas, pô, se eu sou o Mito, ser mitômano é bom. Kkkkkkkk!
3-) Outra que teve problema com a imprensa foi a Carmen Flores, ex-presidente do PSL no Rio Grande do Sul. Ela foi candidata a senadora e perdeu. Mas o pior é que descobriram que parte do dinheiro do fundo partidário foi parar nas contas da filha, da neta e da própria loja de móveis dela. Mas quem é que não emprega a família quando pode? Quem é que não compra de si mesmo quando o dinheiro é do outro? A imprensa é muito exigente, pô!
4-) Só para ninguém dizer que eu sou reclamão, vou falar que a imprensa de Goiás é boa. Essa não perde tempo com bobagem. Por exemplo, esses dias a Polícia Militar invadiu um acampamento do MTST em Goiânia pouco antes da meia-noite. Quando pediram o mandado, o sargento Antunes mostrou o fuzil e disse “Aqui está o meu mandado”. Depois o sargento exigiu que se levantasse a ficha do coordenador. Não achou nada. Mas falou no ouvido do comuna ocupacionista: “Eu sou acostumado a matar bandido. Se falar alguma coisa, eu volto aqui, te levo para dentro de um barraco e meto um monte de bala na sua cara. Se não for eu, vem outro, porque a polícia é grande”. Isso não saiu em nenhum jornal, em nenhuma rádio, em nenhuma tevê de Goiás. Ah, o Caiado é que tem sorte...
Ah, Diário, bons tempos aqueles em que a gente dava uma prensa na imprensa.


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E agora, a nossa indicação para esta séria série: Tell it to the bees (Reino Unido, 2018), de Annabel Jankel, baseado no romance homônimo de Fiona Shaw.
Depois da morte do pai, a médica Jean Markham (Anna Paquin) volta à sua cidade natal para cuidar da sua clínica. É quando conhece Lydia (Holliday Grainger), mãe de Charlie (Gregor Selkirk) e abandonada pelo marido. No começo, a relação é apenas médica-paciente – Charlie é levado para o consultório de Jean depois de ser intimidado na escola. Quando Lydia e Charlie são despejados por não conseguir pagar o aluguel, Jean os acolhe em sua casa. Jean e Lydia logo desenvolvem uma amizade... e pouco a pouco se encontram atraídas uma pela outra, de uma forma que Jean já conhece e teme, e que Lydia nunca esperou sentir.
Ah, já ia me esquecendo, antes que alguém ache a historinha meio sem graça: o filme se passa numa cidade do interior da Escócia (e cidades do interior são meio conservadoras mesmo), nos anos 1950 (época em que a homossexualidade era punida criminalmente).
Vejam um teaser do filme, e até lá.


25 fevereiro, 2019

DA SÉRIA SÉRIE "FILMES QUE JAIR BESTEIRARO ET CATERVA A-DO-RA-RI-AM..." (CV)

Diário do Bolso
(José Roberto Torero)

Pô, Diário, hoje fui procurar uma palavra no dicionário e não achei. E fui procurar porque eu sempre falo ela, mas não sei como se escreve. A palavra é “talkei”.
Só que eu não sei se se é “taoquei”, “talkey”, “taokei”, “talkei”, “taokey” ou “talquei”.
“Talquei” acho que não é, porque a palavra não tem nada a ver com talco. Ela quer dizer uma coisa meio assim “me escutou, imbecil?” ou “entendeu, sua besta?”. Eu sempre usava essa palavra com os meninos. Tipo assim: “Tudo bem, leva o revólver do papai pra festa, mas não mata ninguém, talquei?”
Acho que também não pode ser “talkey” e “taokey”, porque essas palavras têm “y”, e essa letra nem é da língua brasileira. Pô, se já tem o “i”, pra quê essa letra enfrescalhada que parece uma pepeca pingando?
“Taoquei” também não deve ser, porque parece uma palavra chinesa. Tanto que tinha até aquele líder deles lá, o Tao Tsé Tung, que foi quem inventou um tipo de comunismo chamado taoísmo.
Bom, então só sobrou “talkei”. E deve ser assim mesmo que se escreve, porque “talk” em inglês quer dizer “falar” (o Mourão andou me dando umas aulas de inglês). Daí fica na cara que “talkei” significa “falei” ou “tá falado”.
Vou até fazer uma frase para dar o exemplo: “Não é porque uma pessoa homenageia miliciano, emprega família de miliciano, tem cheque assinado por irmã de miliciano que ele tem alguma coisa a ver com miliciano, talkei?”
É, acho que ficou bem claro.
Talkei, Diário?

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Não devia, mas vou te dar uma ajudinha. Como você maltrata o português, não entende que o que você fala mesmo é "Tá OK?"
OK vem do inglês norteamericano, e equivale em português – idioma que você maltrata – a "Está bem?"
A primeira vez que apareceu o acrônimo O.K. foi no dia 23 de Março de 1839, no jornal "Boston Morning Post", e a autoria é atribuída ao seu editor Charles Gordon Greene.
Já a origem é mais complicada de determinar. Uns dizem que vem de okeh, que quer dizer "sim" na língua dos índios americanos Choctaw.
Já outros acham que surgiu durante as eleições americanas de 1840 quando foi utilizado pelo Partido Democrata como slogan para a campanha do candidato a presidente Martin Van Buren, cuja alcunha era Old Kinderhook (Kinderhook era o seu local de origem) e portanto os seus apoiantes eram o chamado OK Club.
E ainda há quem ache (e talvez você e os generais de pijama que o cercam gostem...) que vem dos quartéis militares norteamericanos durante a Guerra Civil (1861 a 1865). Quando as tropas voltavam para os alojamentos depois de um dia de batalha sem a morte de nenhum militar, era exposto um grande painel com os caracteres "0K", que significava "0 Killed", ("zero mortos") – isto é, após um dia inteiro não havia mortos, o que era um bom sinal, e por esse motivo foi traduzido como "tudo bem".
Tá OK?

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Lembram-se daquela velha máxima do repórter de O homem que matou o facínora (The Man Who Shot Liberty Valance – EUA, 1962), de John Ford: "Quando a lenda se torna realidade, publica-se a lenda"?
Pois é. Tudo leva a crer que a nossa indicação para esta séria série – The Death and Life of John F. Donovan (Canadá, 2018), de Xavier Dolan – tem a ver com esse velho vício da imprensa em todo o mundo – para o bem e (no caso) para o mal.
O filme começa uns vinte anos após a morte de um astro da TV americana, John F. Donovan (Kit Harrington – pra quem não se lembra, ator de Game of thrones), quando um jovem ator, Rupert Turner (Ben Schnetzer) relembra a correspondência escrita que compartilhou com ele, bem como o impacto dessas cartas em suas vidas.
Na época, Donovan era um jovem ator americano de talento, que buscava uma carreira bem sucedida na indústria audiovisual americana. Mas seu sonho é interrompido quando descobrem – através de uma revista chamada The Gossip – que ele se ele se corresponde com Rupert – na época, um garoto britânico de onze anos (Jacob Tremblay). Não teria nada de mais, se a reportagem (ou "reporcagem", como diria Paulo Henrique Amorim?) de The Gossip (A Fofoca – nome legal para uma "seríssima" revista...) não desse a entender que... tinha algo de pedofilia no meio...
Já se pode imaginar o que pode acontecer depois, certo?
"Quando a lenda se torna realidade, publica-se a lenda". Mesmo que seja para o mal. Ou não?
Vejam o trailer e tirem suas conclusões. Até lá.



DA SÉRIA SÉRIE "FILMES QUE JAIR BESTEIRARO ET CATERVA A-DO-RA-RI-AM..." (CIV)

Diário do Bolso
(José Roberto Torero)

Diário, esta semana começou atravessada. De cara tive três derrotas:
A primeira foi num processo no Rio de Janeiro contra o Jean Wyllys. Eu processei ele por calúnia e difamação. É que numa entrevista o sujeitinho me chamou de "fascista", "racista", "burro", "corrupto" e "ignorante”. Pô, se isso não é calúnia, então eu sou mesmo? Tem que ver isso daí.
Também perdi no STF um processo movido pela Maria do Rosário. Fui condenado a pagar R$ 10 mil. Só porque falei que ela não merecia ser estuprada porque é muito feia. Pô, se eu perdi, o que eu tenho que fazer agora? Dizer que ela é bonita e merece ser estuprada? Aí ela vai me processar por apologia ao estupro. Assim eu fico num beco sem cachorro. Ou será que é num mato sem saída? Tanto faz. A verdade é que não existe petista bonita. É tudo feminista suvacuda!
E a terceira foi na votação da Câmara sobre a lei de acesso à informação. Assim não dá! Qualquer um vai poder saber o que a gente fez? Complica, pô. Se bem que eu acho que o pessoal do Congresso fez isso mais para dizer: “Ó, se não der um mensalãozinho pra gente não vai passar nada, viu?”
Mas essas derrotas são que nem peido: federam mas já ficaram para trás. O importante mesmo vai ser a Reforma da Previdência para o Congresso. Eu sei que vão me torrar o saco porque eu disse que aposentadoria aos 65 anos era um “crime” e uma “desumanidade”. Mas esse negócio de pensar sempre a mesma coisa não é comigo. Sou que nem meu nariz. Eu mudo de vez em quando. Às vezes a gente tem que fazer uma plástica nas ideias, talkey?
Bom, pra não acabar esse dia com tristeza, vou contar aqui uma do Moro:
Ele chegou, fez uma cara bem triste e disse:
- Poxa, capitão, estou muito chateado...
- Por que, Serginho? É o negócio dos laranjas do PSL? O treco do Flávio com as milícias? Se arrependeu de perdoar o Onyx?
- Não, presidente. É coisa muito pior.
- Descobriu alguma coisa de mim?
- Não, não é com o senhor. É com o Bebianno. Poxa, capitão, só eu que tenho direito de vazar áudio de presidente.
Eu fiquei um tempo sem saber o que fazer. Aí ele deu uma risadinha e eu entendi que era piada.
Kkkkkk!, o Moro é dos meus! Vou botar essa no zap-zap da família.

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Como ultimamente andamos meio literatos, as nossas indicações para esta séria série (sim, desta vez são dois filmes) são bem adequadas: Vita and Virginia (Reino Unido-Irlanda, 2018), de Chanya Button; e Wild nights with Emily (EUA, 2018), roteiro e direção de Madeleine Olnek.
O primeiro, claro, fala da relação amorosa entre dois ícones da literatura inglesa: Vita Sackville-West (1892-1962) e Virginia Woolf (1882-1941).
Wild nights with Emily fala da vida secreta de Emily Dickinson (Molly Shannon, como Emily adulta; Dana Melanie, mais jovem) – seu lado oculto, sua vida paralela que só ela e algumas pessoas em seu ambiente sabiam, e principalmente o relacionamento amoroso que manteve em segredo com Susan Gilebert (Sasha Frolova, como Susan jovem; Susan Ziegler, como Susan adulta), a esposa de seu irmão.
Após a morte de Emily, o amante do irmão publicaria os poemas de Emily. Uma feroz rivalidade entre a amada de Emily e a amante de seu irmão, que ao divulgar essa obra ao poeta após sua morte, nos faz participar da história de dois casais ilícitos de amantes.
Vejam os dois trailers, e até a próxima.